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1 de julho de 2008
Questões sobre laicidade - Peter Stilwell 3 de 3
Conferências de Maio 2008 do Centro de Reflexão Cristã.
Intervenção do Padre Peter Stilwell, na 4ª Conferência: "Portugal, Democracia Laica e Plural".
Questões sobre laicidade - Peter Stilwell 2 de 3
Conferências de Maio 2008 do Centro de Reflexão Cristã.
Intervenção do Padre Peter Stilwell, na 4ª Conferência: "Portugal, Democracia Laica e Plural".
Questões sobre laicidade - Peter Stilwell 1 de 3
Conferências de Maio 2008 do Centro de Reflexão Cristã.
Intervenção do Padre Peter Stilwell, na 4ª Conferência: "Portugal, Democracia Laica e Plural".
21 de maio de 2008
A Reflexão
...la Réflexion, ainsi que le mot l’indique, est le pouvoir acquis par une conscience de se replier sur soi, et de prendre possession d’elle-même comme d’un objet doué de sa consistance et de sa valeur particulières: non plus seulement connaître – mais se connaître ; non plus seulement savoir, mais savoir que l’on sait. Par cette individualisation de lui-même au fond de lui-même, l’élément vivant, jusque-là répandu et divisé sur un cercle diffus de perceptions et d’activités, se trouve constitué, pour la première fois, en centre ponctiforme, où toutes les représentations et expériences se nouent et se consolident en un ensemble conscient de son organisation.
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20 de maio de 2008
Noogénese e Noosfera
Sautant directement du vieux dualisme statique, qui me paralysait, pour émerger dans un Univers en état, non seulement d'évolution, mais d'évolution dirigée (c'est-à-dire de Genèse), j'étais amené à opérer un véritable «tête-à-queue» dans ma poursuite fondamentale de la Consistance. Jusqu'alors, je l'ai dit, c'est du côté de l'«extrêmement simple» (c'est-à-dire du physiquement indécomposable) que tendait à s'orienter et à se fixer mon sens directeur de la Plénitude. Désormais, puisque l'essence unique et précieuse de l'Univers avait pris pour moi la forme d'un Évolutif où Matière se muait en Pensée par effet prolongé de Noogénèse, c'est avec une extrême Complexité organique que je me trouvais inévitablement et paradoxalement amené à identifier l'extrême Solidité des choses.
[...]
deux immenses Unités vivantes commençaient à monter sur mon horizon interne, - unités dé dimensions planétaires où, par excès justement de composition et d'organicité, je pouvais voir un extraordinaire pouvoir de « consolidation par complexification » se manifester au sein de l'Étoffe cosmique : L'une où venaient peu à peu se grouper et s'harmoniser sans effort mes multiples expériences de biologiste sur le terrain et en laboratoire : l'enveloppe vivante de la Terre, - la Biosphère.
Et l'autre, pour la perspective définitive de laquelle il ne faudrait rien moins, sur mon esprit, que le grand choc de la Guerre : l'Humanité totalisée, - la Noosphère.
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Matéria e Espírito

“Par éducation et par religion, j'avais toujours docilement admis, jusque-là, - sans bien y réfléchir, du reste -, une hétérogénéité de fond entre Matière et Esprit. - Corps et Ame, Inconscient et Conscient: deux «substances» de nature différente, deux «espèces» d'Être, incompréhensiblement associées dans le Composé vivant, et dont il fallait à tout prix, m'assurait’ on, maintenir que la première (ma divine Matière!) n'était que l'humble servante (pour ne pas dire l'adversaire) de la seconde : celle-ci (c'est-à-dire l'Esprit) se trouvant dès lors réduite à mes yeux, par le fait même, à n'être plus qu'une Ombre, qu'il fallait bien vénérer par principe, mais pour laquelle (émotivement et intellectuellement parlant) je n'éprouvais en réalité aucun intérêt vivant.
Qu'on juge, par suite, de mon impression intérieure de libération et d'épanouissement lorsque, à mes premiers pas, encore hésitants, dans un Univers « évolutif », je constatai que le dualisme dans lequel on m'avait maintenu jusqu'alors se dissipait comme brouillard au soleil levant.
Matière et Esprit : non point deux choses, - mais deux états, deux faces d'une même Étoffe cosmique, suivant qu'on la regarde, ou qu'on la prolonge, dans le sens où (comme eût dit Bergson) elle se fait, - ou au contraire dans le sens suivant lequel elle se défait. ”
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16 de abril de 2008
Síntese da Fé Católica - Apresentação

Eis um texto breve sobre a fé cristã,
Intencionalmente, ficou-se naquilo que parece essencial. Quase diríamos: o essencial do essencial. O núcleo, por assim dizer. O de hoje e de sempre - imutável, irredutível.
Publicar um resumo da fé, sem dúvida é temerário, tendo em conta o coeficiente pessoal e o carácter sistemático que afectam inevitavelmente este género de ensaio. No entanto, fazendo eco ao pedido premente de numerosos fiéis, teólogos eminentes fazem votos que ele apareça, ou propõem até esboços de como deveria ser.
No ano da fé, deve correr-se o risco. Pelo menos, procurar-se-à não apresentar, sob pretexto de se limitar ao essencial, uma doutrina diminuída. Trata-se de «concentração» (o termo é do P. Rahner) ou de «reestruturação» (expressão do P. Congar); de modo algum de redução.
Não se sublinham os traços novos do rosto histórico da fé, muito embora se esteja convencido da necessidade de tal «novidade», como condição de fidelidade. Nem sequer se tem em conta o que se chamou «aggiornamento». Não se menciona, senão de passagem, a mudança da civilização, o prodigioso poder da ciência, a crescente capacidade do mundo para resolver os seus problemas sem, para tal, fazer apelo a um além. Sobre estes temas, bem importantes por certo, a literatura religiosa actual é abundante. Por vezes até em excesso, quando não evita dar o flanco a acusação de oportunismo. «O mundo de hoje - dizia Camus - reclama dos cristãos que permaneçam cristãos».
Sobretudo: deixam-se de lado os aspectos marginais da fé, mesmo algumas verdades certamente dogmáticas, mas «segundas», relativamente aos fundamentos. Do ponto de vista da ortodoxia, não há nisto dificuldade alguma, visto quer o próprio Concílio Vaticano II afirma: «Há uma ordem ou "hierarquia" das verdades da doutrina católica , em razão da sua diversa relação com os fundamentos da fá cristã». Em compensação, a vantagem do ponto de vista da fé salta aos olhos. É sabido como muitos homens de boa vontade acham longo e complicado o que pensam dever saber e compreender para se poderem dizer crentes. Mesmo o catecismo mais reduzido é ainda demasiado complicado e longo para eles, mesmo quando se abstêm de vulgarizar - ou infantilizar - o abstracto.
Quando o essencial e o acessório são postos no mesmo plano, o acessório levanta à inteligência mais questões difíceis que o essencial.
Uma verdade mal situada constitui - indevida ou exageradamente - problema. Muitos esgotam-se aí, por vezes sem outro resultado além de um cepticismo que alastra pouco a pouco e leva à impossibilidade, de facto, de acreditar - e portanto à obrigação moral de não acreditar.
A não ser que se caia no fideísmo, verdadeiro flagelo dos tempos modernos e cujas consequências são tanto de temer relativamente à inteligência como à prática: dogmatismo por um lado, autoritarismo ou mesmo totalitarismo por outro. E também arcaísmo. O acto de crer, mais do que qualquer outro, deve ser justificado. A razão também tem parte no acto de fé. Senão, crer seria imoral, porque a consciência manda, antes de mais, obedecer à razão.
Síntese da Fé Católica - Editorial A O
18 de novembro de 2007
Comunidades cristãs saudaram Dalai Lama
Vossa Santidade,
É uma honra para mim, dirigir-me a vós em nome das comunidades cristãs em Lisboa. Elas estão aqui representadas pelos Pe. Alexandre Bonito, da Igreja Ortodoxa, Pe. Diamantino Lemos, da Igreja Lusitana (Comunhão Anglicana), Dr. David Valente, Secretário Geral da Igreja Presbiteriana, e eu próprio, da Igreja Católica. Desejo-lhe as mais calorosas boas-vindas, da parte do Cardeal Patriarca, D. José Policarpo, que se recorda com amizade do vosso ultimo encontro, aquando da vossa última visita, em 2001.
1. A vossa presença aqui - este encontro de representantes de várias tradições religiosas na mesquita central de Lisboa - é um notável sinal dos tempos em que vivemos. As coisas mudam com grande velocidade. E estas mudanças trazem consigo medo e insegurança para alguns, e entusiasmo para outros que buscam algo de novo. Penso que este encontro apela a ambas estas tendências, dentro das nossas comunidades. Reconhecemos as nossas diferenças. Elas são por vezes profundas e significativas. Não desejamos escamoteá-las. Cada uma das nossas tradições é uma peça única do nosso património cultural mundial, trazendo com ela séculos de sabedoria e espiritualidade. Mas, apesar de todas as nossas diferenças, tensões e, por vezes, inimizades, fomos capazes hoje de dar uns aos outros a mão da amizade, e de exprimir o nosso compromisso comum com a construção da paz entre os povos do mundo.
2. Rezo para que as Igrejas Cristãs em geral, e a Igreja Católica em Portugal, tenham um coração terno e humilde, para que sejamos capazes de acolher entre nós, como irmãos e irmãs em Deus, todos os imigrantes que buscam uma vida melhor, qualquer que seja a sua religião. Desejo que sigamos o caminho da rectidão.
3. Rezo também para que Vossa Santidade seja abençoada, e que o vosso coração esteja sempre pleno de luz. Que a paz esteja convosco e com o vosso povo no Tibete.
Discurso feito na Mesquita Central de Lisboa, pelo Padre Peter Stilwell
É uma honra para mim, dirigir-me a vós em nome das comunidades cristãs em Lisboa. Elas estão aqui representadas pelos Pe. Alexandre Bonito, da Igreja Ortodoxa, Pe. Diamantino Lemos, da Igreja Lusitana (Comunhão Anglicana), Dr. David Valente, Secretário Geral da Igreja Presbiteriana, e eu próprio, da Igreja Católica. Desejo-lhe as mais calorosas boas-vindas, da parte do Cardeal Patriarca, D. José Policarpo, que se recorda com amizade do vosso ultimo encontro, aquando da vossa última visita, em 2001.
1. A vossa presença aqui - este encontro de representantes de várias tradições religiosas na mesquita central de Lisboa - é um notável sinal dos tempos em que vivemos. As coisas mudam com grande velocidade. E estas mudanças trazem consigo medo e insegurança para alguns, e entusiasmo para outros que buscam algo de novo. Penso que este encontro apela a ambas estas tendências, dentro das nossas comunidades. Reconhecemos as nossas diferenças. Elas são por vezes profundas e significativas. Não desejamos escamoteá-las. Cada uma das nossas tradições é uma peça única do nosso património cultural mundial, trazendo com ela séculos de sabedoria e espiritualidade. Mas, apesar de todas as nossas diferenças, tensões e, por vezes, inimizades, fomos capazes hoje de dar uns aos outros a mão da amizade, e de exprimir o nosso compromisso comum com a construção da paz entre os povos do mundo.
2. Rezo para que as Igrejas Cristãs em geral, e a Igreja Católica em Portugal, tenham um coração terno e humilde, para que sejamos capazes de acolher entre nós, como irmãos e irmãs em Deus, todos os imigrantes que buscam uma vida melhor, qualquer que seja a sua religião. Desejo que sigamos o caminho da rectidão.
3. Rezo também para que Vossa Santidade seja abençoada, e que o vosso coração esteja sempre pleno de luz. Que a paz esteja convosco e com o vosso povo no Tibete.
Discurso feito na Mesquita Central de Lisboa, pelo Padre Peter Stilwell
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Diálogo Inter-Religioso,
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