Les dernières années ont vu s'épanouir un étonnant renouveau de la christologie, qui tient pour une large part à la prise de conscience de plus en plus aiguë d'une distance inquiétante entre le discours théologique classique à partir des grandes affirmations conciliaires, et les résultats des recherches exégétiques sur les témoignages du Nouveau Testament. Cette recherche se trouve jalonnée par les ouvrages de grands théologiens catholiques tels que Chr. Duquoc, K. Rahner, D. Wiederkehr dans « Mysterium Salutis », P. Schoonenberg, H. Urs von Balthasar, E. Schillebeeckx. L'ouvrage majeur de Walter Kasper, professeur à la faculté de théologie catholique de Tübingen, marque assurément une date dans ce renouveau christologique. Le titre « Jésus le Christ » est lui-même tout un programme : il exprime le propos de l'auteur de situer le centre de gravité de la christologie au niveau du rapport sans cesse confronté entre le Jésus des évangiles et de l'histoire, et le Christ annoncé dans un discours de foi toujours plus complexe et développé, ou encore, comme l'écrit l'auteur, « de comprendre Jésus à la lumière de la foi ecclésiale et d'interpréter réciproquement la foi ecclésiale à partir de Jésus ». C'est ce programme que W. Kasper met en œuvre avec une maîtrise exceptionnelle dans cet ouvrage remarquablement informé aussi bien des recherches exégétiques les plus récentes que de la tradition patristique et scolastique.
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12 de dezembro de 2008
4 de dezembro de 2008
Cardeal Kasper e o Ecumenismo

Prezados Irmãos e Irmãs, gostaria de acrescentar ainda uma reflexão. Na vigília da sua morte, Jesus rezou: "A fim de que todos sejam um só, para que o mundo creia". Por conseguinte, a unidade dos discípulos de Cristo deve ser um sinal e instrumento da unidade e da paz no mundo. Se consideramos o trajecto do Ícone de Nossa Senhora de Kazan' no Ocidente, para além das fronteiras da Rússia, e o seu regresso ao país onde era tão venerado, damo-nos conta de que, depois da divisão do mundo em dois blocos opostos, na época da chamada guerra fria, após a derrocada da cortina de ferro e do muro de Berlim, este Ícone constitui inclusivamente o símbolo da nova Europa e do processo de unificação do continente, ao qual também a Rússia pertence cultural e religiosamente. Mediante a sua viagem pelo mundo, a Mãe de Deus de Kazan' tornou-se a intercessora e a protectora da Europa, mas sobretudo das raízes e dos valores do continente europeu.
Depois de duas guerras e de duas ditaduras totalitárias e ateias, que caracterizaram o século XX há pouco terminado, e perante o fenómeno imperante do secularismo, a Europa tem necessidade de uma profunda renovação na fé. Nossa Senhora representa todos os valores que esta renovação pressupõe: a dignidade da pessoa humana, a santidade de vida, a salvaguarda do matrimónio e da família e os valores do direito e da justiça como colunas da paz. A vida e a unidade da comunidade dos povos europeus só poderão ser estáveis, se se fundamentarem sobre estes valores.
Convido todos vós a acompanhar a nossa viagem a Moscovo e a entrega do Ícone com as vossas preces, a fim de que esta missão constitua um acontecimento espiritual abençoado por Deus e um passo rumo à plena comunhão com a Igreja ortodoxa russa e à reconciliação na Europa.
A Mãe de Deus de Kazan' seja para nós um exemplo ao longo do caminho da fé; constitua uma bênção para a Rússia e para a Europa inteira; possa Ela obter um futuro pacífico para o continente europeu, na justiça e na liberdade; enfim, possa Ela constituir uma ajuda para a unidade de todos os cristãos. Santa Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, roga por nós.
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