8 de outubro de 2007

Birmânia


O mundo inteiro rende-se à determinação dos monges budistas na luta pela democracia e pela libertação do povo Birmanês das garras de uma ditadura que andou demasiado tempo esquecida dos telejornais do mundo.

Os suspeitos do costume, a China ateia comunista e a Rússia de senhorial de Putin estão a impedir a aprovação de decisões mais duras no Conselho de Segurança, não porque verdadeiramente acreditam numa solução pacífica, mas porque tem consciência que não se pode abrir precedentes para serem alvos de acusações idênticas.

O Papa já veio pedir especial atenção por parte das instituições internacionais e a Pax Christi, Movimento Católico Internacional para a Paz, fundado em França em 1945 com o objectivo de encorajar a reconciliação e a paz no seio das nações feridas pela II Guerra Mundial, já fez chegar uma carta ao Secretário-geral das Nações Unidas, onde expressou a sua profunda preocupação relativamente à escalada de violência em Myanmar, e à situação dos manifestantes não-violentos.

Em regimes democráticos, sou apologista não só da separação da Igreja e do Estado mas também do distanciamento da Igreja da vida civil e governamental. A opção política de cada cidadão deve ser livre, consciente e sem abusos de influências. De um modo geral, estou em crer que no presente, a Igreja Católica em Portugal tem uma postura bastante salutar e aberta. Não se queira é pedir que a Igreja não exerça influência naqueles que livremente decidem fazer parte dela e ou que não possa opinar sobre o mundo de que faz parte e denunciar situações de abuso e injustiça ou que simplesmente não concorda. A isso se chama democracia.

Por isso mesmo, em casos como o que se vive hoje em dia na Birmânia acredito que a religião deve ter um papel activo e preponderante na salvaguarda da liberdade, dos direitos fundamentais do homem e da democracia. Por isso só posso aplaudir esta ingerência dos monges budistas birmaneses. Religião que não defenda estes valores está enganada e deve fazer por corrigir. Se tivesse havido mais D. Antonios Ferreira, de certeza que a imagem da Igreja hoje era diferente.

Apesar das demasiadas vezes que historicamente vimos a Hierarquia da Igreja Católica premiscuamente ao lado dos ricos e dos opressores, há que lembrar que foi o Cristianismo que ajudou a rasgar a cortina de ferro e que em muitos outros momentos da História mundial havia um padre anónimo que dava a sua vida pelo mais fraco e pelo mais pobre. Quem me dera a mim que pudesse ver mais vezes a Igreja Católica ter coragem de sair à rua como estes monges budistas o estão a fazer para defender causas como estas.

A título de curiosidade, dos grandes críticos da dita “permissividade” e do tratamento privilegiado dos governantes portugueses com que o clero português ou daqueles que abanam bandeiras contra a religião e insultam slogans de que esta é sinónimo de falta de liberdade, de opressão e ignorância só silêncio...

Palavras para quê, não é?
Em comunhão

1 comentário:

Oliver B. Stadler disse...

Caro tilleul, comento aqui porque nao comento no lixo do diario ateista. Devo dizer que o meu caro nao tem razao quando trata o fedelho bruno como menino rico, isso queria ele, se o fosse nao era tao revoltado. Ele nao passa de um ocioso que nao trabalha (embora o dito cujo insinue o contrario)e mal estuda e tem o tempo todo para passear na internet. Faz bem o tilleul em o por no respectivo lugar mas nao O trate por menino rico que isso até lhe enche o ego, trate-o como ele é, um puto idiota que pensa que é alguém e que muito fala e ameaça protegido pela distancia da internet mas que um dia terá uma surpresa. p.s. Sabe que o puto vai ser processado por um leitor do DA ???